terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quando a Subida para Petrópolis era feita pela Baia de Guanabara


Rio-Petrópolis: até o século XIX, a subida da serra era feita a cavalo

A Rio-Petrópolis foi aberta em 1928 pelo presidente Washington Luís, para quem governar era abrir estradas. Antes disso, diversos traçados abertos na Mata Atlântica conduziram personalidades à Cidade Imperial. Em 1708, foi aberto o Caminho Novo, que ligava o Rio a Ouro Preto, passando pela região onde hoje é Petrópolis. Tratava-se de uma alternativa ao Caminho do Ouro, que ligava Paraty a Ouro Preto e foi a primeira estrada a desbravar o interior do estado. Tendo como origem o Caminho Novo, aberto por Garcia Rodrigues Paes, surgiria o Caminho do Imperador, que servia como uma tosca ligação entre Paty do Alferes e Petrópolis.
Na época do imperador dom Pedro II, a viagem do Rio a Petrópolis começava num barco a vapor, que saía do Largo da Prainha, hoje Praça Mauá, e ia até Guia de Pacobaíba, nos fundos da Baía de Guanabara, em Magé. De lá, seguia-se a cavalo. Era preciso um dia inteiro para concluir a viagem.
- A estrada começaria a se desenvolver melhor em 1854, quando Irineu Evangelista de Souza, o Visconde e depois Barão de Mauá, inaugurou a estrada de ferro - conta o historiador Nireu Cavalcanti.
A primeira locomotiva brasileira, a Baroneza, substituiu as charretes no transporte de passageiros de Pacobaíba a Raiz da Serra, de onde ainda se subia para a Cidade Imperial a cavalo, pela Estrada Real, que ligava o Rio a Minas Gerais. Em 1883, com a inauguração da Estrada de Ferro Príncipe do Grão-Pará, o trem chegou a Petrópolis.
Vestígios do Caminho Novo ainda podem ser observados na Estrada União-Indústria - inaugurada em 1861, por dom Pedro II -, que liga o Centro de Petrópolis a Itaipava, seguindo depois para Juiz de Fora.



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